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08/05/2017
Em audiência com SINDISAN e CUT, vice-governador aponta que definição sobre a Deso só depois dos estudos do BNDES
por: George W. Silva- Assessor Sindisan

Diante do questionamento feito por dirigentes sindicais, se o Governo do Estado vai ou não privatizar a Deso, o vice-governador Belivaldo Chagas garantiu que o governador Jackson Barreto não fala em privatização da Companhia, mas que deve aguardar a conclusão dos estudos técnicos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a estruturação de projetos de participação da iniciativa privada na companhia de saneamento, e só depois deverá tomar posição sobre o assunto.

A discussão sobre uma possível venda da Deso ocorreu na manhã desta segunda-feira, 08, no Palácio de Despachos, em audiência realizada com dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto de Sergipe – SINDISAN e o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe – CUT/SE, Rubens Marques.

Na ocasião, Belivaldo expôs um cenário de crise financeira aguda do Estado e disse que, mensalmente, o Governo precisa aportar cerca de R$ 100 milhões para cobrir déficit na previdência estadual, mas descartou que a Deso possa vir a ser vendida para tentar estancar esse déficit.

“Tem sido um pesadelo. Não tem sido fácil fechar as contas. Mas posso garantir que não existe a menor possibilidade de se vender a Deso, por exemplo, para usar o dinheiro para cobrir esse rombo na Previdência do Estado. E posso garantir, também, que o governador, em momento algum, falou de privatizar a Deso. O que se pretende e trazer mais investimentos para a companhia em parcerias com a iniciativa privada”, disse Belivaldo.

O presidente do SINDISAN, Sérgio Passos, lembrou que Jackson Barreto, em entrevista a um programa de TV, afirmou que poderia sim privatizar a Deso, por acreditar que a Companhia seria ineficiente. “Portanto, a intenção existe”, enfatiza Passos.

O sindicalista argumentou com o vice-governador que já existem estudos prontos que mostram a viabilidade da Deso e o seu alcance e importância no atendimento à população sergipana. De acordo com Passos, estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que 90% das famílias sergipanas têm água em suas casas e que, na Capital, esse número já chega a 99,26%.

“Falta muito pouco para que Sergipe alcance a universalização no fornecimento de água. E esse estudo também mostra que, graças à Deso, Sergipe hoje tem um dos melhores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Nordeste. Então, o que precisa é de mais investimentos na Companhia, não privatizá-la, seja lá em qual modelo for”, apontou o sindicalista, que, a pedido do vice-governador, enviará o estudo da FGV para melhor subsidiá-lo sobre o assunto.

Mobilização continua

“Fica claro, portanto, que permanece a ameaça de privatização da Deso. Diferentemente do que fizeram os governadores da Paraíba e de Alagoas já se pronunciaram contra a privatização das suas companhias de saneamento, por entenderem a importância estratégica da água para os seus estados, o Governo de Sergipe parece que não vai recuar. Então, vamos manter a categoria mobilizada e vamos continuar debatendo o tema nas câmaras de vereadores do interior e nos meios de comunicação para que a população compreenda o que está em jogo ao quererem entregar a água, um bem finito e fundamental à vida, nas mãos da iniciativa privada”, afirmou Passos.

Para Rubens Marques, presidente da CUT/SE, entidade que protocolou o ofício solicitando a audiência com o governador Jackson Barreto, nada mudou no horizonte.

“O cenário permanece o mesmo. É importante essa abertura de diálogo, apesar de não ter sido diretamente com governador. Belivaldo é um homem de diálogo e temos que enaltecer isso. Mas o fato é que o cenário permanece inalterado e tudo vai depender do que vier do BNDES. E a gente sabe muito bem que a atual conjuntura do banco é de privatização mesmo. Então, é mantermos, CUT e SINDISAN, a luta permanente nas ruas, dialogando com a população e cobrando do Governo Jackson posição contra a privatização do maior patrimônio do povo sergipano”, disse Rubens Marques

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