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01/06/2016
NOTA DA FNU CONTRA O ABUSO SEXUAL SOFRIDO PELA JOVEM DE 16 ANOS NO RIO DE JANEIRO
por: FNU

A violência sexual sofrida por uma jovem de 16 anos, no Rio de Janeiro, trouxe a tona o sentimento de revolta e de perplexidade com tamanha barbárie.  Entretanto, esse momento de dor deve ser um agente catalisador para levar a uma reflexão profunda sobre o significado maior deste episódio, que é o fim da cultura do estupro na sociedade brasileira. Pois, essa prática é mais comum do que muitos imaginam, e remonta o período da vinda dos navios negreiros para o Brasil, quando as mulheres africanas escravizadas eram tratadas como objetos sexuais por seus comerciantes, feitores, senhores de engenhos, dentre outros tipos da época. 

Em grande parte a miscigenação brasileira é o resultado destes abusos contra essas mulheres. Infelizmente, essa visão transpassou séculos e ainda hoje permeia essa lógica machista na sociedade brasileira, colocando a mulher como objeto. Reparem nos anúncios de cerveja, de roupas, as publicações que expõem apenas o lado da sensualidade feminina.  Em muitos locais de trabalho o assédio é uma prática comum e precisa ser combatido.

A sociedade brasileira que conseguiu avançar nos últimos anos em pontos fundamentais sobre a discussão da posição da mulher na sociedade, com a criação da Secretaria de Políticas para Mulher, a Lei Maria da Penha, dentre outras ações. Hoje, com o golpe em curso, enfrenta um retrocesso avassalador, patrocinado por um Governo Golpista e ilegítimo, composto de homens brancos e ricos, sem a presença de mulheres e negros, que já mostrou toda sua disposição em destruir direitos, como a retirada do status de Ministério da Secretaria de  Políticas para as  Mulheres.  

A Secretaria da Mulher Urbanitária da FNU acredita que este é o momento de se buscar junto à sociedade civil, ONGS, sindicatos, coletivos de mulheres do campo e da cidade, a desconstrução desse discurso machista que impera nas redes de TV e na grande imprensa como um todo. É preciso preparar principalmente os mais jovens para a consciência da igualdade de gênero.

A Secretaria da Mulher Urbanitária da FNU entende que é fundamental continuar juntos com os movimentos sociais cobrando Justiça para esse caso brutal de violência e de todos os outros que acontecem todos os dias, que os culpados sejam condenados. Chega de violência contra a mulher!

 

 

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